Som automotivo

Como avaliar a qualidade de um rádio de carro mesmo não manjando de eletrônica!

Na hora de escolher o som pro nosso carro, é muito comum a gente se deixar levar pela beleza estética da carcaça ou pelas embalagens. No entanto, o verdadeiro segredo de um rádio de carro robusto, seguro e de qualidade está na parte interna dele: a engenharia do projeto e a qualidade da placa de circuito. Mas calma que eu vou te ajudar a identificar isso de forma descomplicada!

Se você é lojista, instalador ou amante do som automotivo, esses seis pontos vão evitar que você caia em ciladas ou até ofereça um gato por lebre pro seu cliente!

1. O selo da Anatel e as implicações legais

O primeiro filtro fundamental que você deve fazer ao analisar um rádio de carro é buscar pela homologação da Anatel. Se o equipamento possui sistema Bluetooth ativo, ele obrigatoriamente precisa carregar esse selo.

Pra quem trabalha com revenda ou instalação, comercializar produtos sem a devida homologação pode trazer sérias complicações legais e fiscais pro negócio! Além disso, o selo é a única garantia de que o módulo Bluetooth passou por testes rígidos de segurança e estabilidade de transmissão.

2. A antena do rádio: engenharia x gambiarra

Ao abrir a carcaça de um rádio de baixa qualidade, você logo se depara com um detalhe amador: um fio solto cruzando o interior do aparelho como se fosse um varal de roupa. Em um rádio com projeto profissional, a antena Bluetooth deve estar posicionada de maneira limpa e organizada diretamente na placa eletrônica secundária.

3. Confira a posição do Bluetooth! Isso muda toda a experiência!

O correto é ter o sistema de rádio em uma placa e o Bluetooth em outra.

Existe muito aparelho no mercado que reúne a antena pendurada, o Bluetooth e o chip do rádio em uma mesma placa de circuito. Essa proximidade excessiva barateia o rádio, mas gera interferências eletromagnéticas constantes, comprometendo tanto a recepção do rádio quanto a qualidade da conexão Bluetooth.

Ah, detalhe extra: se quiser otimizar ainda mais as transmissões de rádio com o máximo de nitidez, uma excelente escolha é contar com uma recepção externa. Uma opção show em termos de custo-benefício é a Antena de Rádio Automotivo THORK, que opera com maestria nas faixas AM e FM.

“Ih, mas eu não quero custo-benefício. Quero excelência”: então vai de Antena Amplificada de Rádio Automotivo SVART, perfeita pra blindar o som contra chiados e quedas de sinal, além de otimizar ao máximo a captação. Quer conhecer a linha? Clica aqui na página de categorias de antenas automotivas!

4. Observe a limpeza interna da placa de circuito impresso (PCB)

A qualidade de fabricação deixa marcas visíveis aos olhos.

Se você notar resíduos pegajosos de cola, muitas vezes amarelada ou alaranjada, pedaços de solda fria ou restos de materiais metálicos espalhados pelo circuito impresso, isso significa que a peça não foi montada com o devido cuidado técnico.

Placas eletrônicas limpas e organizadas demonstram uma linha de montagem moderna e de alta precisão, o que reduz drasticamente o risco de oxidação precoce, curtos-circuitos, má transmissão e falhas de mau contato.

5. Componentes chave que você tem que encontrar na parte interna: indutor e cristal de frequência

Existem dois componentes pequenos na placa que definem o bom funcionamento e a longevidade do aparelho:

* O indutor: essa é aquela pecinha com detalhes dourados ou acobreados. Explicando de forma simples, ele se opõe a variações bruscas de corrente e ajuda a estabilizar a alimentação. Acredite se puder: já peguei vários rádios do mercado em que simplesmente esqueceram de colocar o indutor!

* O cristal de frequência: esse pequeno componente estabiliza e controla a frequência de operação do rádio e do Bluetooth. Ele garante que a transmissão e a recepção fiquem alinhadas, proporcionando uma comunicação eficiente e estável.

6. Canais de áudio inexistentes

Pra economizar dinheiro, algumas fabricantes camuflam a fragilidade eletrônica dos aparelhos através de embalagens com números inflados. Fique atento a estas duas táticas comuns:

Falso sistema de 4 canais: Certos rádios alegam na caixa possuir quatro canais independentes, mas na verdade utilizam um recurso de ponte física, conhecido como bridge, pra dividir apenas dois canais reais em quatro conexões.

O teste prático é revelador: ao tampar ou desconectar dois canais, os outros dois restantes param de funcionar imediatamente, provando que o aparelho finge ter quatro canais.


PERA! Eu falei que eram 6, mas tenho duas dicas extras de OURO!


Olhe a dissipadora de temperatura que fica atrás do rádio!

Se for de plástico, é um produto barato e de baixa performance. Se for grossa e de metal, excelente! Vai dissipar melhor o calor e fazer seu rádio durar mais. Isso serve de chancela de qualidade técnica do equipamento. Nenhum fabricante em sã consciência vai colocar uma dissipadora de alta qualidade em um equipamento empobrecido. Seria desperdício de dinheiro e quem economiza em qualidade quer justamente o oposto, cortar custos.

Canais de áudio inexistentes: como testar!

Pra economizar dinheiro, algumas fabricantes camuflam a fragilidade eletrônica dos aparelhos através da embalagem.

O falso sistema de 4 canais é um clássico: certos rádios alegam na caixa possuir quatro canais independentes, mas na verdade utilizam um recurso de ponte física, conhecido como bridge, pra dividir apenas dois canais reais em quatro conexões.

O teste prático é revelador! Tampa ou desconecta dois canais e voilà: os outros dois restantes vão parar de funcionar imediatamente, provando que o aparelho finge ter quatro canais.

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